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A loucura e os sete pecados capitais da internet corporativa




A loucura e os sete pecados capitais da internet corporativa

Nos final dos anos 60, no auge da polêmica com os tropicalistas sobre a estética da música brasileira, Chico Buarque disse:

Nem toda loucura é genial, nem toda lucidez é velha.

Pena que no final dos anos 90 os jovens empreendedores da internet e os não tão jovens administradores dos fundos de capital de risco não escutassem Chico.

Entre tanta euforia, também não prestaram atenção nas contemporâneas e isoladas palavras de Craig Barrett, presidente mundial da Intel à época, que criticou, de forma direta, o investimento em papéis improdutivos e negócios sem garantia de retorno.

O resultado disso tudo foi um prejuízo global estimado de mais de 1 trilhão de dólares.

Agora, vivemos uma nova fase. As empresas de “tijolo e cimento” não são mais tachadas de empresas da “velha economia”, e a tal “nova economia” nos mostrou que, de fato, nem toda loucura é genial.

À base de muito gardenal, todo mundo entendeu que não existe mais “nova” e “velha” economia e que, principalmente em função de a internet ser um ambiente de distribuição de informação a custo muito baixo, toda a base de informações e dados das empresas migra para esse ambiente, que além de ser barato é visual e interativo.

Pois é, depois do estouro da bolha em abril de 2000, saímos definitivamente do mundo do faz-de-conta e entramos na era da internet corporativa, onde as empresas buscam a melhor forma de construir a sua “presença internet” e ficar cada vez mais competitivas.

A loucura generalizada deu lugar ao pecados corporativos. Pecados capitais, praticados durante o desenvolvimento dos projetos de internet e cometidos por impulsos, paixões às tecnologias ou ausência de informação.

Incorrer num desses pecados não nos levará ao inferno, mas poderá custar alguns milhares de dólares para a sua empresa. Sugiro, então, pretensiosamente, que todo gestor de internet ou empresário preocupado com o tema leia, com atenção, aqueles que considero sejam os sete pecados capitais da internet corporativa:
Entender “projetos de internet” como “projetos de tecnologia”

Estabelecer uma construção corporativa na web a partir da visão tecnológica é, provavelmente, o maior de todos os pecados capitais.
As plataformas tecnológicas, os sistemas web e os produtos ofertados pelos grandes players do mundo digital devem servir às necessidades de busca da excelência na comunicação e no relacionamento com os públicos de interesse, e não o contrário.
Todo projeto de internet é apenas um projeto de comunicação e relacionamento com base tecnológica.
Desenvolver projetos para internet dissociados de um alinhamento estratégico

A maioria das empresas ainda não entendeu que a presença internet deve ser capaz de suportar a empresa na busca de seus objetivos estratégicos, alinhada aos norteadores (negócio, missão, visão e valores) e às estratégias empresariais da companhia (genérica, crescimento e competitiva). Por exemplo, se a empresa busca diferenciação, a web deve ser uma das formas de intensificá-la, através de serviços e informações. O mesmo vale para a liderança em custo e o enfoque. A estratégia na web deve traduzir a estratégia de negócios e a cultura da empresa.
Ausência de “guidelines” (padrões) para a construção de internet

É recorrente observarmos empresas que desenvolvem a sua presença internet a partir de um portal institucional e vários projetos “departamentais” que não seguem nenhum padrão referencial entre eles. Pecado capital! Nascem aí os conhecidos projetos frankenstein!
Toda construção de presença internet deve ser organizada a partir de padrões referenciais. Esses “guidelines” devem pautar toda construção corporativa e discorrer sobre: opções de tecnologia, arquitetura de informação, linguagem e forma do conteúdo, usabilidade e identidade corporativa.
Má utilização de métricas

Talvez um dos maiores desafios dos gestores responsáveis pela presença internet das grandes corporações seja o monitoramento e análise dos dados de acessos aos seus sites e portais. Hoje, se bem definidos e operados, esses dados podem servir em nível gerencial para tomada de decisão. Para isso, os dados precisam ser planejados, operados e organizados de forma amigável. Sem dados exatos sobre as métricas, definidos na gênese de qualquer projeto, e sem as ferramentas adequadas para coletar e analisar estes dados fica cada vez mais difícil tomar decisões inteligentes.
Informações e serviços inadequados

Não dá mais para suportar animações de abertura, escolha de idiomas ou buscas por palavras-chave que não funcionam!
Um bom projeto de presença na internet deve disponibilizar, acima de tudo, conveniência para o usuário, e isso só é obtido se tivermos um equilíbrio entre a oferta de conteúdo e de serviços. O conteúdo informacional e a relevância dos serviços são os fatores determinantes da retenção e fidelização dos usuários.
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Investir em publicidade apenas através dos formatos-padrão

Tenho afirmado que a internet se diferencia dos outros meios de comunicação de massa pela interatividade e que será, provavelmente, o primeiro meio a não ser dominado pelo “advertising”. Evite os formatos atuais (banners, pop-ups, sky scrapers, etc.), pois eles ferem a lógica do usuário interativo. A saída para um maior retorno é buscar, sempre que possível, a aplicação de verbas em ações que associem publicidade a serviços (ex.: Google e Buscapé), formatos especiais e projetos específicos de relacionamento que privilegiem a segmentação de públicos.
Inexistência de segmentação e personalização

Tratar a internet como meio de comunicação de massa é, ainda hoje, o comportamento mais comum das empresas nacionais. A internet é um meio de comunicação que favorece a abordagem de públicos de forma segmentada e até mesmo individualizada, com baixo custo e alta capilaridade. Uma presença corporativa eficaz deve utilizar os recursos tecnológicos disponíveis para abordar clientes, colaboradores, acionistas e demais públicos de interesse de acordo com as suas necessidades de serviços e informações e a forma mais eficaz de capitalizar a sua proposta de valor.
Evitar os sete pecados capitais da internet corporativa, descritos acima, não representa necessariamente a garantia de uma boa presença internet, mas minimiza os efeitos da má construção e os enormes custos de retrabalhos.

Ah, para quem, como eu, pecador confesso, em vez de ir às aulas de catequese ficava fuçando num TK85, lembro que os verdadeiros pecados capitais são: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça…

Cesar Paz




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