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Vamos fazer SRM?




Vamos fazer SRM?

No princípio, a Internet era dominada pelos homens. Bits, bytes, hardware e essa tal de Internet eram coisas de estudantes de engenharia e early adopters. Em pouco tempo, o universo digital foi incorporando serviços, conteúdos e benefícios que naturalmente não podiam deixar de fora uma força produtiva, evoluída e vital para a economia como as mulheres. Hoje, os números em países com larga utilização da rede mostram que homens e mulheres dividem ou, no mínimo, se aproximam em quase todas as estatísticas demográficas de uso. É interessante notar que, apesar de ambos os sexos usarem o ambiente digital para os mais variados assuntos, em determinadas áreas protagonizadas pelo perfil e com utilização estimulada pelo comportamento, mulheres e homens já apresentam suas preferências de maneira muito clara.

Segundo recente pesquisa da ForeSee Results, as mulheres americanas tendem a receber e enviar e-mails, greeting cards, procurar mapas e direções, assim como buscar informações religiosas e espirituais bem mais que os homens. Também apresentam maior interesse por atividades ligadas à saúde, notícias sobre tratamentos e participam de maneira mais ativa em comunidades de suporte a vítimas e pessoas doentes. O estudo mostra que os homens concentram suas preferências de navegação em buscas por produtos, serviços e empregos, baixam mais músicas, dominam a compra e venda de ações pela Internet e adoram todos os tipos de leilões. Eles estão mais presentes em grupos de discussão e, frequentemente, como hobby, visitam sites de entretenimento e “faça-você-mesmo” – característica presente na cultura do homem americano.

No que se refere à idade, os dados do Pew/Internet Project, divulgados em dezembro de 2005, mostraram que as mulheres jovens tendem a usar mais a Internet do que os homens jovens, enquanto os homens mais velhos ainda estão mais conectados à rede do que as mulheres da mesma idade. De um lado, 86% das mulheres americanas entre 18-29 anos estão online, contra 80% de homens da mesma faixa. Já, 34% dos homens americanos acima de 65 anos usam constantemente a web, enquanto apenas 21% das mulheres do mesmo grupo navegam frequentemente.

Um dado desse estudo que chamou minha atenção é o fato de que as mulheres não costumam dar a menor bola para upgrades que aumentam a velocidade de suas conexões, assim como não possuem muita informação sobre esse mercado.

Diferentes, os homens, além de melhor informados, são presas de sedução fácil e mesmo navegando com banda larga estão sempre propensos a testar uma velocidade maior. Ou seja, Terra e UOL, adivinhem com quem e como vocês devem falar? Outro ponto que merece destaque é a comprovação de que existe uma nova geração de adolescentes americanas loucas por tecnologia e que, em breve, esse cenário até então dominado pelos barbudos começará a ter uma preciosa contribuição feminina.

Mulheres possuem mais medo de realizar a primeira compra online, analisam de maneira mais abrangente a arquitetura de informação do site (transmissão de confiança) e definitivamente lêem menos manuais que os homens.

O varejo online americano começa a se aproveitar dessas informações. Pioneiro, o BestBuy.com disponibiliza para suas compradoras, quando identificadas, imagens maiores da oferta, destacando os benefícios intrínsecos do produto, enquanto para os homens, informações diretas e objetivas, ligadas à praticidade, features e os descontos são bem mais trabalhadas. Esse processo é cruzado com as informações individuais já armazenadas e está presente em e-mails marketing, nas peças de mídia online e durante todo o processo de navegação e no ciclo de venda. É chegada a hora de aproveitarmos essas diferenças para oferecermos a mensagem, o produto e a navegação certa para o sexo certo. Antes do CRM, devemos criar o SRM (Sex Relationship Managment) – para que possamos individualizar ainda mais a relação de gostos e preferências de nossos consumidores e potencializar a mensagem. Com o SRM, a chance da comunicação ser mais eficiente pela Internet é maior. Os estudos a esse respeito não param de ser encomendados. Para o mercado online americano, individualizar as ofertas e a comunicação pelo sexo como processo complementar e até mesmo anterior ao CRM é a bola da vez nos congressos e eventos. Então, vamos fazer SRM?

Rafael Payão




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