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NRF Dias 3 e 4: Cansei, este não é mais o meu trabalho




NRF Dias 3 e 4: Cansei, este não é mais o meu trabalho

O terceiro e quarto dia do NRF Big Show mostrou que o mercado digital está estabelecido. O  CEO da agência AD.Dialeto, Léo Cid Ferreira,  está acompanhando de perto o Show em Nova Iorque e conta para todos como está o evento, considerado um dos maiores do varejo mundial.  A ABRADi-SP agradece o compartilhamento das novidades!

Confiram o artigo que também está publicado em sua coluna no e-commerce Brasil

Por Léo Cid Ferreira

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Por alguma razão que não sei bem dizer qual é, sempre que escrevo ou falo sobre o digital me sinto na necessidade de defende-lo. Me sinto na necessidade de me armar para possíveis contra-ataques daqueles que o questionam. E pior, para tudo o que falo sobre “ele”, sempre tenho que trazer números, dados, provas concretas e irrefutáveis para muitas vezes conseguir uma migalha. Chega, o digital não quer mais migalhas, “ele” não precisa disso nem muito menos da minha defesa, “ele” cresceu. Se tornou o protagonista não apenas da comunicação mas também do varejo como um todo. Ele ganhou e convenceu quem “ele” mais precisava, o consumidor. Para “ele”, isso basta. Então chega, cansei! Defender o digital não é mais o meu trabalho.

E o que que isso tem a ver com a NRF? Tudo. Foi aqui durante estes frios dias em Nova Iorque, na maior feira de varejo do mundo, que percebi isso. Percebi que este não é mais o meu trabalho. Foi aqui que eu ouvi os maiores varejistas do mundo falarem coisas que fariam meu sobrinho (ou qualquer criança de 9 anos) chegar a esta conclusão. E resumo aqui os 2 grandes tópicos que me levaram a esta conclusão:

1- O Digital como o principal influenciador da compra off-line (e também online): este foi o principal tema do evento como um todo, falado vastamente nos keynotes com suporte de pesquisas e números que não deixam dúvida da importância do canal. No meu primeiro texto sobre o evento escrevi muito sobre isso. Mas gostaria de aqui complementar com mais alguns números que a Alison Paul, VP de Varejo da Deloitte, mostrou após abrir o keynote com a seguinte frase: “O digital esta fundamentalmente mudando o varejo não apenas online, mas também dentro da loja.” Aqui vão eles:

O e-commerce nos EUA fatura $365Bi (6,4% do varejo total), mas o digital influencia nada menos do que $ 1,1 Tri das vendas feitas nas lojas;
Até o final de 2015, o digital influenciará até 50% de todas as vendas feitas nas lojas físicas;
38% dos consumidores que entram no site não tem intenção nenhuma de compra online (isso explica o baixa conversão do e-commerce Vs varejo físico);

  • Consumidores convertem 40% mais na loja quando usam o digital;
  • Consumidores são 57% mais leais a marca quando usam o digital;
  • Consumidores que se engajam com a marca no digital são 21% mais rentáveis do que aqueles que usam apenas um canal da marca.
  • Com estes números fica claro que todos os esforços digitais devem ser mensurados não apenas no online e sim da organização como um todo. A idéia de fazer marketing e ter uma estratégia digital apenas olhando as vendas do e-commerce morreu (já era hora). Os consumidores estão se informando muito mais no digital do que com os vendedores das lojas e isso nos leva ao próximo ponto: mobile.

2- Mobile First: este tema foi tão importante na NRF que ele estava fora do track de digital. Alguns números e insights interessantes para ilustrar isso:

  • 19% de todas as vendas feitas dentro das lojas são influenciadas pelo mobile;
  • Mobile ainda converte pouco como venda e por isso não deve ser construído como um destino apenas para a conversão;
  • Em 2012, o desktop representava 72% do tráfego do e-commerce americano. Hoje o mobile representa 51% (os clientes da AD.Dialeto receberam em Dezembro em média 22,3% do tráfego via mobile – sem contar tablet);
  • Dos que compram, usuários com iPhone convertem 15% mais do que outros dispositivos (isso esta tão importante aqui que existem varejistas fazendo versões de site mobile diferentes baseado no dispositivo);
  • As pessoas checam seus telefones em média 185x ao dia. Cada vez que isso acontece é uma chance que você tem de falar com o seu consumidor;
  • 21% dos consumidores esperam encontrar tudo o que buscam nos seus celulares, ou seja, 21% das nossas vidas estão sendo “resolvidas” no celular;
  • 25% dos consumidores esperam que a experiência no mobile mude de acordo com o seu contexto. Para uma companhia aérea, por exemplo, a experiência mobile da compra deve ser completamente diferente da experiência durante e pós embarque;
  • O site mobile não pode ser uma cópia do desktop e sim ter uma experiência verdadeiramente mobile.

A ideia por trás de “Mobile First” é simples. Quando o tráfego do seu site é maior no celular do que no desktop, isso faz você ter que construir uma experiência completamente sob medida para este canal. Quando o CEO da True Religion foi contratar sua agência digital, todas as agencias trouxeram para ele um site novo para mostrar a qualidade do seu trabalho. Ganhou a agência que levou apenas um site mobile. Sugiro que naveguem no site mobile da marca nos dois canais, são 2 sites completamente diferentes. E isso se torna óbvio com a informação de que 70% do trafego da marca vem do mobile.

É claro que a NRF tratou de todos os outros temas importantes relacionados ao varejo como lojas mais inteligentes, personalização e conteúdo (que mereceria inclusive outro texto), mas sem sobra de dúvida o ponto focal da maior feira de varejo do mundo, o tema central desta indústria que é a maior geradora de empregos do Brasil é o DIGITAL. Este sim criou disrupção na indústria e mudou a maneira com que o varejo trabalha. E por isso que ele, o digital, não precisa mais de mim. Ele já convenceu a pessoa mais importante e de maneira absolutamente natural, o consumidor. Eu não “o” defenderei mais, este não é mais o meu trabalho…




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